terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Como enlouquecer o Adoniran

Ainda vou escrever uma variante erótica com o mesmo título, um manual de instruções da minha libido. Mas não é o caso no momento. Uso aqui a palavra "enlouquecer" em seu mais estressante sentido. E é simples: faça-se ignorante. Uma mente fechada a um olhar diferente. Um modo nada lógico de entender o mundo. Torne a conversa impossível, impenetrável a um olhar diferente.

Tive precisamente esta experiência no trabalho, hoje. Não havia modo de convencer um amigo meu a considerar uma possibilidade diferente. Uma da qual eu tenho total certeza de estar certo. E conheço a ignorância dele no assunto. Coisas que eu estudei e ele não. Coisas que eu vi e ele não. Tratava-se de uma conversa difícil em múltiplos níveis. Ele estava, ao mesmo tempo, mostrando-se fechado a uma ideia diferente e duvidando da minha palavra até não poder mais. E aí eu me sinto enlouquecido, com vontade de enviar para ele trezentas e setenta e oito páginas com todos os cálculos e demonstrações da minha razão. O que não faz sentido, no contexto de nosso trabalho, porque iria ressaltar o caráter hostil com que eu via aquela conversa. E esse silêncio em que eu me confinava me estressava mais ainda. Que merda.

Foto #041



Artificialidades

Há algo de artificial e arbitrário com o dinheiro. Eu imagino um conjunto de pessoas. Sei lá, trabalhadores de qualquer espécie. Pintores, digamos. O Luis aparece para pedir a eles "ei, podem pintar minha casa?". Sem dinheiro, nada feito. Se bem que poderiam ir, claro. Questão de boa vontade. O problema com a boa vontade é que depois os pintores iriam, digamos, até o mercado para comprar comida e, de novo, sem dinheiro nada feito. Mas os caras do mercado poderiam deixá-los levar o essencial. E assim por diante. Então o dinheiro não é essencial para as relações humanas. Os teóricos mais entendidos dizem que seu papel é regulador. Controlar a ganância. Você vai ao mercado... "quantos pãezinhos precisa, seu Alberto?". E o Alberto pede 5000 pãezinhos. Não, não precisa fazer isso. Acontece que ninguém, mesmo milionário, vai pedir tantos pãezinhos. E, quanto aos exageros, o dinheiro aprendeu a construir seus objetos do exagero. E aí que as coisas se desestabilizam. Quando o dinheiro que deveria ser reinserido em uma comunidade para continuar fazer as relações circularem é guardado para coisas mais e mais ostentadoras. Não sou economista. Não sei se estou me fazendo entender aqui. Mas eu acho que há qualquer coisa de arbitrário com o dinheiro que o corrompe em suas originais funções.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Herói

Eu o vi andando pela Avenida Paulista. Sua heróica capa ajudando a proteger sua identidade, camuflando-o com esses pequenos voadores. Era o Batman. Mas deveria ter uns sete anos. E estava ocupadíssimo com o maior sorvete que já vi no mundo. Sorrimos, cúmplices.

Foto #040


Ex

É errado pensar nas ex-namoradas? É um tipo de traição, ou síndrome? Eu tenho minhas saudades. Saudades secretas, e acho que o segredo já engloba muito do que é exigível do respeito. Não são saudades completas. Umas terminaram comigo. Outras acabaram levando meu ingrato pé na bunda. Por uma razão ou outra, a coisa terminou. Mas de cada uma tenho algum tipo de saudade e isso me dá uma certeza: não foi uma louca que namorei por um impulso vazio. Havia algo que fazia sentido.

Saudades carnais. Da pele lisa, de cheiro leve, que eu gostava de acariciar buscando despertar de preguiças a suspiros.

Saudades mentais. De conversas longas sobre tantos e tantos temas.

Saudades dos olhares, especialmente quando eu os via sorrir. Namorei belos olhares, disso posso me orgulhar. Namorei belos sorrisos. É uma alegria que tive.

Não são saudades com excessiva fixação. Não fico pensando nisso o tempo todo. Não estou morto de saudades de alguém especial. Mas às vezes me vem uma lembrança. E fico feliz com os bons momentos da minha vida.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Contrastes urbanos

Campinas é uma cidade gigantesca. Assim como também são cidades enormes Sorocaba, Jundiaí, São José dos Campos e mesmo Bragança Paulista. Mas quando você sai de São Paulo e vai para qualquer uma dessas cidades a sensação é a de que está entrando em um pequeno vilarejo. Mesmo Campinas, que já tem congestionamentos e tudo, na maioria de suas regiões passa a sensação de uma cidade bucólica. Tranquilos bairros onde não há tanta pressa. Onde não há tanto mesmo.

Mas há. Há medo sim nesses lugares. Há pressa sim. Há já muito do que é o mal urbano.

E se já existe tudo isso, mas quem vem de São Paulo tem essa impressão de recanto de paz do sertão, qual a conclusão inescapável? São Paulo já está além de todos os limites. A vida nessa concretópolis, escandalosa fumaçópolis, está estrangulada para muito além do humanamente aceitável.

Foto #039


Roubos modernos

Eu me divorciei dela. Casei porque tinha encontrado uma companhia. Uma pessoa com quem conversar em casa. Com quem dormir trocando carinhos. Quis ajudar ao máximo. Paguei um curso. Queria que ela arrumasse um emprego melhor. Mas tudo era difícil. Tudo era ruim. Tudo era contra ela na vida. Nos divorciamos. Ela voltaria para São José logo mais. Mas havíamos ido longe demais: ela estava grávida. O filho veio tempos depois. Um pequeno bebê. Derretendo os corações de todos da família, mesmo os mais críticos àquela relação. Meus filhos mais velhos se apaixonaram pelo novo irmão. Minha irmã amou ser tia novamente. Mas tive que brigar na justiça pelo direito de vê-lo. Com o tempo fomos estabelecendo a rotina. Eu pegava estrada aos finais de semana para ir buscá-lo e poder passar um tempo com ele. Não ficava nem um minuto além do que a justiça permitia. Um ano. Dois. E de repente ele estava falando, e eu ouvia "papai, papai", o tempo todo. Perguntas sobre tudo. Como perguntam coisas as crianças! Aí viria mais um natal e um ano novo. E ele já nessa idade de entender as coisas. De perguntar tudo. De viver também com a mente. Seria meu direito passar as festas com ele. Mas achei que aquilo seria uma boa dose de crueldade com qualquer mãe. Convidei-a para vir. Ela veio. Passamos duas semanas de respeito entre a gente e de alegria com o pequeno. E ela foi embora. E aí que eu descobri: havia aproveitado uma oportunidade para trocar a senha do meu Facebook. Apoderou-se da minha identidade digital. Está, agora, empenhada em nos casar digitalmente. Coloca fotos de quando nos beijávamos. Agride verbalmente pessoas que estimo. Especialmente minha nova namorada, que ficou sem entender nada e com quem custei muito a me entender dia desses. O que ela esperava conseguir? Eu tinha a maior boa vontade do mundo. Deixar uma aproximação acontecer. Deixar um convívio amigável existir, pelo bem da criança. E agora a odeio de novo. Reacendeu minha raiva. Qual seria a intenção dela? Ou ela tinha uma clara intenção de agir com maldade ou é burra mesmo, porque ela só conseguiu despertar meu desprezo mais uma vez.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Roots

Adultério
Adulto
Mistério

Foto #038


Chega

Pare de falar mal do Brasil. Pare de olhar o lado ruim de tudo. Pare de gastar tanto tempo na frente do sofá, vendo TV. Há passeios bons por fazer, há um mundo lá fora. Há pessoas interessantes com quem conversar. Há tanta e tanta e tanta coisa lá fora. Pare de me fazer perder tempo nesse desespero de vir até aqui só pra reclamar de você.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Foto #037


Homo stupidus

Uso do terceiro volume morto. Poços emergenciais para uso de água subterrânea. Remanejo da água da Billings.

E a louca da minha vizinha continua lavando o quintal com a mangueira.

E eu sei que ela não é a única.

Paixão

Eu fico imaginando você sozinha, escrevendo. Escreve no papel? Num caderno? Ou no computador, com o rosto iluminado? O cabelo, um pouco ondulado, um pouco despenteado, caindo ao lado do rosto. O sorriso quase esboçado, existindo mais na alma que na carne, enquanto os pensamentos iam longe buscar palavras. Fico imaginando você escrevendo. E chega a ser erótico.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Foto #036


Melhor não saber

Quando vou morrer? Podia ter sido no último assalto. Faltou só o cara puxar o gatilho. A arma já estava apontada, tudo certo. Podia ter sido no último minuto. Num ataque qualquer. Pode ser que seja amanhã. Semana que vem. Ou pode ser que eu ainda tenha algumas décadas. Você pensa nisso? Pensa em quanto tempo lhe resta? Observa a vida como uma ampulheta cuja areia vai acando? Como essas barrinhas do computador quando um programa está sendo instalado: 73% completo? Não sabemos. Em geral não sabemos. E por não saber, assumimos sempre algo melhor do que as possibilidades mais realistas. Assumimos que ainda há muito tempo pela frente, o que não é necessariamente verdade. É humano isso. É como estamos tratando a água em São Paulo. Até que alguém diga com todas as letras que o problema é profundamente sério, e até que comece a faltar água e energia elétrica mesmo, as pessoas seguem acreditando que algo vai acontecer para salvar-nos da seca iminente.

Eu não consigo entender se é uma característica da nossa geração ou se é profundamente humana. Mas é fato: não sabemos lidar com más notícias. Verdades ruins são gerenciadas de um modo muito simples: não são ditas. Riscos diários, quer seja de cair no banheiro ou de morrer num acidente de carro ou com a explosão da panela de pressão, são completamente negligenciados, enquanto nos distraindo com toda uma mitologia do pânico em torno de coisas absurdamente seguras, como vôo de avião comercial. Somos uma espécie única no mundo, talvez em toda a história da vida na galáxia, em nossa capacidade de saber. Mas, ainda assim, preferimos não saber.

Injusto

Dei aula de inglês para o Leandro uns três ou quatro anos atrás. Poucas aulas. Ele precisava de um mínimo de inglês para encarar uma entrevista. E, na época, eu estava atrás de outro trabalho também e as aulas estavam começando a ficar irregulares. Semana sim. Semana não. Trocávamos o dia. Leandro era um garoto animadíssimo. Estava sempre sorrindo. Nunca estava reclamando. Calor. Multidão. Salário ruim. Chefe pau-no-cú. Não. Ele não reclamava dessas coisas. Ele procurava os motivos para sorrir. Era uma aula em que, ao invés de eu ficar mais cansado, me deixava renovado. Era uma distração boa.

Fiquei sabendo pelos comentários no Facebook. Hoje o Leandro simplesmente não acordou. Foi dormir e não acordou mais. Gisele, que é também uma ex-aluna e quem me havia apresentado o Leandro, estava inconsolável. Absolutamente inconsolável. Eu liguei para ela. Mas acho que eu liguei só para confirmar que se tratava de uma mentira. Um engano. Uma notícia mal interpretada. Mas era verdade. E eu não soube mais o que falar. Fica bem? Sinto muito? Não há o que falar.

Ainda estou com esse amargo na boca. A vida é muito injusta.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Foto #035


Credibilidade

Mande. Seja chato. Mas não perca sua credibilidade. Humildade serve pra isso também. É pra conservar sua autoridade diante dos campos em que você não sabe direito como a coisa funciona. Minha chefe, Olívia, está enfiando os pés pelas mãos por cometer erros aí. Está dando ordens diretas em áreas das quais nada entende. E as pessoas, ao invés de ensinarem a ela as coisas que ela não sabe, estão rindo e reclamando pelas costas. Ações destrutivas. Teríamos o maior prazer em ensinar um mundo de coisas a ela e ajudá-la a tomar as melhores decisões para a empresa. Se ela estivesse a fim de aprender.

ProntoFalei

Afe. Uma sociedade que não entende nada de política internacional. Que não percebe que não é papel do estado agir com a impulsividade que caracteriza um indivíduo. Pessoas que não conseguem tratar de questões separadas. Não é porque existem problemas internos aqui que vamos deixar coisas erradas acontecerem lá fora, e vice-versa. Tantas vezes que ouvi: por que todo esse alvoroço pelo brasileiro na Indonésia? É um traficante! Deixa morrer! Tanta gente honesta aqui passando fome! Caramba, não podemos tratar dos dois problemas ao mesmo tempo? É de se comemorar que algo na nossa política externa esteja funcionando. É triste que existam problemas internos. Vamos cuidar das duas coisas. E não agir como se uma pudesse substituir a outra. Afe. Um idiota que fica chocado com os problemas do mundo sem perceber a profunda limitação da mentalidade coletiva. E escreve sobre isso na internet pra desabafar e alimentar a ridícula ilusão de que fez algo a respeito. Idiota.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Foto #034


Amígdala

Discute-se a pena de morte. Um brasileiro morreu lá fora. Viva a Indonésia. Não queremos saber sobre as injustiças da Indonésia. Não queremos conhecer os contrastes e contradições da Indonésia. Não queremos saber a pronuncia certa do nome do presidente da Indonésia. Estamos em êxtase porque a Indonésia fez o que gostaríamos de fazer nós mesmos, com nossas próprias mãos. Matar um criminoso. Não temos tempo para ler e conhecer a história da política. A evolução das leis. Há muito problema lá fora. Direitos humanos? Sofri sequestro relâmpago. Não vou votar em quem quer dar renda mínima a essa gente. Quero pena máxima.

Pena. Máxima.

Tal pai

Um quarto lá nos fundos. Recluso, destacado da casa. Há um quintal no meio, um espaço para lembrar que ele não pertence ao projeto principal. Sobe-se uma pequena escada, estreita, mal iluminada. A porta está trancada. Sempre trancada. Abro a porta e é difícil distinguir entre os objetos internos, por causa da escuridão. Cheiro de poeira. Cheiro de banheiro. Cheiro de roupa usada. Ar denso. Livros. Há livros. Livros por todos os lugares. Uma escrivaninha cheia de livros empilhados. Uma estante no canto. Cada prateleira tem duas fileiras de livros. Na parede contígua, à esquerda, outra estante. Livros e livros e livros. E mais uma pilha deles no chão. Por entre caixas empilhadas. Galões de água. Muito esperto ter galões de água guardados nessa época. Mais úteis que os livros. E roupas jogadas. Roupas sujas misturadas com roupas limpas que não foram dobradas. Saíram do varal e foram direto para aquela montanha de pendências. Isso tem muito a ver com ele. Eu esperaria que ele morasse em um lugar assim. Não há nada aqui para aparentar algo aos outros. Pelo contrário. É uma bagunça exagerada. Tudo o que é aparência é secundário. As roupas desarrumadas. Os tênis jogados. A gaveta de meias totalmente bagunçada. Mas seus interesses se acumulam em montanhas. Montanhas de livros. Sonhos. Sonhos de pensamentos, conhecimentos, curiosidades saciadas. É um lugar insuportável. Mas me identifico.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Foto #033


Arquiteturas

O sofá da sala e a cama. Ambos chamados de móveis domésticos ainda que em suas funções devam permanecer, essencialmente, imóveis. Estranhezas do nosso idioma. Dois domínios de descanso mas com funções profundamente distintas. A cama tem a vantagem de não ter a TV diante de si. Sou cada vez mais contra a TV. Não porque a ache fútil. Mas porque eu acho que as pessoas não têm mais responsabilidade para curtir o fútil sem vício. Dizer o mesmo sobre a cama? Não, ainda não. A cama é mais inocente. Seu lugar em nossas vidas é mais claro, mais delimitado. A cama é mais inocente. Por isso mesmo, pela inocência dela, cada vez mais prefiro ir para a cama. Ler um livro. Ver um vídeo no computador. Escrever um pouco. Vou tirar o sofá da sala. Preciso de um projeto arquitetônico diferente. Vou tirar as preguiças viciantes da minha mente. Preciso reaprender a conviver com minhas preguiças.

Coerência

Num lugar com tantas almas e corações assim tão secos, não é apenas uma questão de coerência que sequem também as represas?

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Foto #032


Ensinar

Mudei de emprego não tem muito tempo. No outro já estava há anos. Então já conhecia todo mundo, e quando os conheci minha cabeça era outra. Agora pude viver, de novo, essa experiência exótica que é a da "primeira impressão". Percebo dois tipos nítidos de gente. Aqueles que se dispõe a ensinar e a contar tudo. Isso aqui funciona assim. Essa planilha tem que ser preenchida desse jeito. Esses papéis a gente deixa nessa gaveta. E tem aqueles outros que, protegidos por um véu de pró-atividade e solicitude, preferem fazer tudo sem ensinar nada.

São ávidos para absorverem toda informação que podem das pessoas ao redor, mas hesitam ao máximo em ensinar. Quando você tem alguma dúvida eles já sorriem, prestativos, e dizem "ah, deixa que eu te ajudo com isso, já faço". Sua tendência é ficar feliz com a ajuda mas, mas prática, perdeu mais uma oportunidade de aprendizado.

Problema: parece que ainda não faz parte da nossa ampla cultura identificar e temer este tipo de gente. São perigosíssimos, porque embora pareçam pessoas muito polivalentes, estão travando o aprendizado da empresa como um todo enquanto concentram os méritos todos para si.

Marés

Quais as forças que movem nossas decisões? Moralismos religiosos? Nossas noções pessoais de certo/errado? Nossos sonhos e a percepção da possibilidade de realizá-los ou não?

Amiga, cara amiga. Entendo sua decisão. Não tive tempo, na verdade, de digerir tudo em tempo real. Está vivendo um caso de amor, intenso. Depois diz que terminou, que não dava mais. A situação era insustentável. Ele, casado. A esposa, sua amiga. Mesmo com um casamento já falido, com o declarado comum acordo de verem outras pessoas, era tudo próximo demais.

Imagino como estavam, dentro de você, as confusões entre empatias e egoísmos.

Admiro, confesso, a impulsividade relâmpago da sua decisão. Eu deixaria mais tempo passar. Empurraria tudo com a barriga até que as alternativas se fizessem mais nítidas. Vai ver é por isso que tenho cultivado uma barriga cada vez mais bem nutrida nos últimos tempos. Ela me é tão útil!

Não há certo ou errado nesse caso. E não vou mais falar nada do assunto, já que nenhuma conclusão seria definitiva. Só espero, e isso deixo aqui em registro, que você esteja bem.